Institucional
História, propósito e governança da UNASP.
História e propósito
A história da UNASP é marcada por intensa atuação, apesar de estrutura enxuta, sem sede própria ou corpo administrativo permanente. Ao longo dos anos, o trabalho dedicado de suas diretorias, em articulação com aliados nas diversas unidades da PGFN, gerou conquistas relevantes para a categoria.
A origem remonta a 1996, quando servidores se organizaram em comissão diante da perda do pro labore e da ausência de carreira própria na PGFN, compreendendo a necessidade de mobilização coletiva. Fundada em agosto daquele ano, com representação nacional, a UNASP acumulou vitórias importantes, entre as quais: a extensão da Gratificação Temporária da AGU (GT) para os servidores da PGFN; com base na Lei nº 10.480/2002 alcançou a integração administrativa, em 2020, de servidores ativos e inativos ao quadro de pessoal da AGU; com base nessa integração firmou com a AGU acordo judicial em 2023, garantindo o pagamento de diferenças retroativas; e, em 2024, a inclusão dos demais servidores da PGFN, promovendo maior isonomia remuneratória na categoria representada.
No mesmo período, em atuação conjunta com a ASAGU, a entidade conquistou expressivo reajuste da GEATA. Esses resultados refletem a força de uma categoria resiliente e unida.
Atualmente, por mudança estatutária, a UNASP passa a representar exclusivamente os servidores de nível intermediário (NI), maioria da força de trabalho da PGFN, historicamente relegada a segundo plano nas políticas de carreira. Diante dos desafios permanentes, é fundamental fortalecer a organização coletiva e unificar as pautas. A luta continua — e a UNASP segue firme na defesa da categoria.
Estatuto oficial
O estatuto social reúne as normas de funcionamento da entidade. Para cópia atualizada ou esclarecimentos, utilize o canal “Fale conosco” com o assunto “Estatuto”.
Baixar Estatuto em PDFDiretoria nacional
Francisco de Assis Duarte Vianna
Diretor administrativo e financeiro
ES
Dayse Cristina de Souza
Diretora-presidente
DF
Marlete Conceição de Oliveira
Vice-presidente
SC
Ginaldo de Oliveira
Diretor jurídico
DF
Carmen Julieta da Silva Paiva
Diretora de assuntos de aposentados e pensionistas
DFConselho fiscal
Celso José
Conselheiro
RJ
Fernando Jorge Bouret
Conselheiro
DF
Julia Muniz Couto Cruz
Conselheira
ROQuem pode se filiar
O Quadro Social da UNASP
A Direção Nacional da UNASP, a partir de janeiro de 2025, passou a avaliar com ainda mais profundidade os rumos da discussão sobre a criação da carreira técnica e administrativa da AGU, intensificada após a histórica conquista do reajuste da GEATA — em alguns níveis superior a 347% — e após o avanço da integração dos servidores em exercício na PGFN, medida que contribuiu para tornar o quadro funcional mais homogêneo em termos de atribuições e remuneração.
Entretanto, esse processo evidenciou uma preocupação central: nem todos os cargos e níveis do Quadro de Pessoal da AGU estavam sendo contemplados de forma equânime.
A categoria recorda que o texto substitutivo do PL nº 6.788/2017, em tramitação na Câmara dos Deputados, sob relatoria do então Deputado Federal Paulo Guedes, excluía os servidores ocupantes dos cargos de Nível Intermediário (NI) e Nível Auxiliar (NA) da futura carreira, chegando, inclusive, a prever a extinção dos cargos de NA. Essa proposta revelou, de forma inequívoca, um movimento de marginalização e desvalorização de uma parcela essencial da força de trabalho da PGFN e da AGU.
A experiência histórica no serviço público demonstra que cargos excluídos de processos de transformação e estruturação de carreiras tendem, progressivamente, ao enfraquecimento institucional: tabelas remuneratórias "descoladas", reajustes reduzidos, ausência de investimentos em capacitação, limitação de perspectivas funcionais e crescente desvalorização profissional. Em outras palavras, são cargos condenados, pouco a pouco, à invisibilidade administrativa.
Foi também em defesa desse patrimônio funcional e humano que a UNASP reafirmou o compromisso com o entendimento histórico firmado em 2001, entre entidades representativas e a Administração da AGU, então sob o Ministro Gilmar Mendes, que apontava para a criação de carreira com aproveitamento dos servidores requisitados à AGU e dos servidores da PGFN — compromisso parcialmente materializado com o Quadro de Pessoal instituído pela Lei nº 10.480/2002.
Embora a Administração da AGU não tenha promovido, à época, o devido enquadramento dos servidores da PGFN, a UNASP sustentou essa luta por décadas, preservando o direito por meio de requerimentos administrativos e, posteriormente, viabilizando conquistas concretas: a integração administrativa iniciada em 2021 para os servidores elegíveis e, em janeiro de 2025, a extensão desse direito aos demais servidores da PGFN.
No mesmo espírito, UNASP e ASAGU buscaram construir uma nova proposta de carreira que substituísse o texto do PL 6.788/2017 e assegurasse o aproveitamento de todos os cargos do Quadro de Pessoal da AGU. Contudo, a proposta encaminhada pela AGU ao relator do projeto frustrou essa expectativa ao repetir exclusões e retirar justamente os cargos de NI e NA do desenho da carreira pretendida.
A reação dos servidores foi firme. A proposta foi rejeitada, sobretudo pelos ocupantes de cargos de NI — segmento que representa quase 80% da força de trabalho técnico-administrativa da PGFN e que sustenta parcela significativa das atividades essenciais do órgão. Excluir essa maioria da estrutura de uma futura carreira significava institucionalizar uma injustiça.
Posteriormente, o PL 6.788/2017 recebeu parecer desfavorável na Comissão de Orçamento e Finanças, inviabilizando sua evolução legislativa. Paralelamente, a criação da carreira transversal de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE), mediante transformação de diversos cargos de nível superior e lotação no MGI, reforçou uma tendência preocupante: atenção permanente aos cargos de NS e recorrente negligência com os cargos de NI e NA.
Diante desse cenário e percebendo o risco concreto de esvaziamento e desvalorização desses cargos, a UNASP, em Assembleia Geral Estatutária, deliberou pela reconfiguração de seu quadro social, restringindo-o aos servidores ocupantes de cargos de Nível Intermediário (NI).
A decisão não foi corporativa; foi estratégica, legítima e necessária.
Foi o reconhecimento de que esse segmento — majoritário, historicamente vulnerabilizado e reiteradamente preterido nas políticas de valorização — precisava de uma entidade inteiramente voltada à sua defesa. Uma associação que proteja os aposentados que dedicaram décadas ao serviço público, os servidores ativos que sustentam diariamente a máquina administrativa e os novos concursados que ingressam na carreira sem perspectiva de evolução funcional.
A UNASP nasce e se fortalece nesse compromisso: organizar, representar e lutar por aqueles que mais precisam de voz coletiva.
Porque nenhuma categoria se fortalece dividida.
Porque nenhum cargo deve ser tratado como descartável.
E porque a dignidade funcional se conquista com unidade, mobilização e representação.
Esse é o sentido do quadro social da UNASP.
Esse é o compromisso que nos une.
Consciência Coletiva
"UNASP: Unidos Somos Carreira, Somos Força, Somos Futuro"
Há momentos em que uma categoria precisa decidir se será apenas um conjunto disperso de servidores ou uma força organizada, consciente e capaz de transformar a própria realidade. Esse é o desafio — e também a vocação — de toda entidade associativa séria: unir pessoas em torno de um ideal comum, fortalecer identidades profissionais, defender direitos e construir conquistas duradouras.
No serviço público, nenhuma valorização relevante surgiu do acaso. Nenhuma carreira foi estruturada sem mobilização. Nenhum direito foi preservado sem organização coletiva.
É por isso que entidades representativas não são acessórios institucionais. São instrumentos de luta, proteção e construção de futuro.
No caso dos servidores da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da Advocacia-Geral da União, essa necessidade se torna ainda mais evidente. Somos parte essencial de instituições estratégicas para o Estado brasileiro. Sustentamos, com nosso trabalho técnico, administrativo e especializado, funções indispensáveis à arrecadação pública, à defesa do patrimônio nacional e à viabilização das políticas públicas.
Ainda assim, sabemos que reconhecimento e valorização não se consolidam apenas pelo mérito do trabalho realizado. Exigem articulação, unidade e representação forte.
A UNASP nasce e se fortalece justamente com esse propósito: ser a casa de organização, defesa e mobilização dos servidores da PGFN e da AGU.
Uma entidade associativa forte não é apenas aquela que reage em momentos de crise. É a que prepara a categoria para conquistar avanços. É a que acompanha projetos de carreira, dialoga com instituições, atua juridicamente quando necessário, protege interesses coletivos e também ampara o servidor individualmente em suas demandas.
Porque lutar por direitos não é apenas reivindicar remuneração. É defender carreira, dignidade profissional, condições de trabalho, reconhecimento institucional e respeito.
E a história demonstra isso.
Basta lembrar um exemplo emblemático do serviço público federal: a organização dos servidores técnico-administrativos das universidades federais. Durante décadas, uma categoria antes fragmentada estruturou-se nacionalmente por meio de entidades representativas, consolidou identidade própria, construiu pautas comuns e, com mobilização e unidade, conquistou planos de carreira, avanços remuneratórios e reconhecimento institucional antes considerados improváveis.
Nada disso surgiu espontaneamente.
Surgiu porque servidores compreenderam uma verdade simples: isolados, são vulneráveis; organizados, tornam-se sujeitos da própria história.
Essa lição serve para nós.
A defesa dos servidores da PGFN e da AGU exige coesão. Exige unidade. Exige uma entidade comprometida com a base e sustentada pela própria categoria.
Uma associação forte não se faz apenas por sua diretoria. Faz-se pela participação de cada servidor.
Cada filiação fortalece a representação coletiva. Cada associado amplia a legitimidade da luta. Cada novo integrante aumenta nossa capacidade de resistência e conquista.
Mais que um gesto administrativo, filiar-se à UNASP é um ato de compromisso com a categoria. É dizer: eu participo. Eu fortalece. Eu ajudo a construir.
A união dos servidores, especialmente dos cargos técnicos e administrativos que representam a espinha dorsal da força de trabalho na PGFN e na AGU, é condição para que pautas históricas avancem e para que interesses coletivos e individuais tenham defesa efetiva — política, institucional e jurídica.
Ninguém defende melhor nossa categoria do que uma categoria organizada.
A UNASP é instrumento dessa construção. Mas instrumento só ganha força quando é empunhado coletivamente.
Este é um convite — e também um chamado. Aos servidores que acreditam em valorização, em organização de classe e em luta responsável: venham fortalecer a UNASP.
Porque direitos se preservam com vigilância. Conquistas se alcançam com mobilização. E categorias fortes se constroem com união.
UNASP é a nossa voz organizada.
Nossa defesa coletiva.
Nosso projeto de futuro.
"Filie-se à UNASP. Fortaleça quem luta por você e conosco lute por todos."
— Diretoria Nacional da UNASP